Archive for the ‘Leonardo Siqueira’ Category

É hora de decidir… e agora?

bombeiro

Quando uma decisão chega inesperadamente somos obrigados a tomar uma atitude, queiramos ou não, a situação não nos dá outra oportunidade.

Mas, há momentos onde a situação avisa que está chegando…

Aos poucos se mostra, dá evidências, indícios e vemos que é a hora de decidir, mas preferimos esperar, deixar, empurrar…

A espera em uma decisão importante nada mais é que a cautela que julgamos necessária para tomar determinada postura.

É o momento de sair daquele trabalho que não dá mais…

É o momento de mudar os rumos do negócio…

É o momento da demissão esperada e finalmente anunciada…

Se não decidimos antes é porque não tínhamos preparo e se não tínhamos, como decidir repentinamente?

Treinamento, muito treinamento.

Por isso, insisto na formação intelectual.

Leia, muito, se interesse sempre, faça da cultura um prazer, se enriqueça com um preenchimento cultural que te permitirá conhecer mais, saber mais e quanto mais se experimenta, mais se conhece, quanto mais se conhece, mais se pode.

Na psicologia, existe o reflexo condicionado, que foi uma teoria desenvolvida por um fisiologista russo, chamado Pavlov.

Nessa teoria, ele mostrou que o reflexo condicionado é a reação que se tem quando recebemos determinados sinais que nos levam a certas conclusões.

Isso tem um paralelo também com os sinais da linguagem, leia esse post sobre a semiótica.

Mas, enfim, Pavlov chegou a esta conclusão após experimentos com cães, quando percebeu que estes salivavam quando eram expostos a determinados estímulos, que os faziam esperar que era o momento de comer.

Vemos tais experimentos em cães, ratos de laboratórios mas, não vá tão longe, nós mesmos temos as mesmas reações.

Por que são feitas simulações na polícia, exército e nos bombeiros?

Claro que todos sabem que não é real, mas a repetição de determinados atos em certas situações faz com que quando a simulação seja real, todos saibam como agir.

Outro exemplo são os treinamentos que os pilotos de aviões sofrem para conduzir, apropriadamente, suas aeronaves em situações problemáticas.

Ainda, o jogador de futebol que chuta milhares de vezes para gol, em seus treinamentos, para que quando, no jogo, ele esteja na mesma posição, possa acertar com a menor margem de erros.

O reflexo incondicionado é a atitude impulsiva, muitas vezes desastrosa.

Ao contrário, o reflexo condicionado é um treinamento, exaustivo, que leva o impulso a agir, como treinado.

Falta, na maioria da carreira e das empresas, um treinamento adequado para o reflexo condicionado.

Se em muitas profissões essa é uma prática corriqueira, no mundo das empresas, poucos são condicionados.

Profissionais passam por atualizações, treinamentos, aprendem posturas e teorias mas na hora do problema não sabem como agir, pois não tem o “sangue frio” para a decisão certa, na hora certa, falta condicionamento.

Assim, o reflexo condicionado deve ser uma prática adotada, treinando os profissionais, senão para todas, para as principais situações que enfrentará em seu dia a dia, das básicas, às limite, para saber e poder agir, sempre, da forma planejada.

É saber como agira, antes planejando, pensando, projetando, até reagirmos.

Imaginar todas as situações, prever quais reações terá, traçar atitudes e comportamentos em todas as situações, com treinamentos adequados, não é “esperar” o pior e sim saber que existe e pode chegar até nós.

Sem paralelo com o pessimismo, é realismo…. imagine um bombeiro que se recusa a treinar por querer acreditar que nunca enfrentará uma tragédia?

Sem fugir da realidade, estamos prontos para agir quando o inesperado vier, e, invariavelmente vem.

Treine, reflita, exaustivamente antes, para que quando chegue à situação, nada seja novo e a sua postura seja conduzida com tranqüilidade, de forma esperada e prudente.

Autor: Leonardo Siqueira
www.reflexoescorporativas.wordpress.com

Vivendo os últimos dias…

termino2Aconteça o que acontecer, viva o que viver, os últimos dias, um dia, chegarão.
Temos a tendência de acreditar que por estarmos em uma posição cômoda, assim será o nosso padrão por anos e nada será alterado.
Como que refrescados por uma brisa suave, permanecemos com a sensação de conforto que nosso posto nos proporciona, já que o de sempre tranquiliza a maioria e o novo assusta a muitos.
Seja um excelente emprego, ou uma excelente e bem sucedida empresa, quando estamos no alto tendemos a olhar ainda mais pra cima, nos esquecendo da altura que subimos e do tamanho da queda que, invariavelmente, pode ocorrer.
Mas o fato é que um dia chega o final. Um conforto nas situações ruins e uma notícia desagradável nas boas, talvez o justo equilíbrio quando vivemos as duas.
Em uma ocasião, uma empresa de brindes promocionais, a beira da falência me procurou.
A intenção deles era repassar “a parte boa” da empresa, para um concorrente, salvando algo do negócio já que inevitavelmente ela estava encerrando, a porta estava por fechar.
Diante de um caso assim, com uma empresa bem sucedida, com tantos anos no mercado, boas práticas e amizades formadas, era uma situação dolorosa e delicada.
Os ativos seriam suficientes para quitar todos os débitos, mas sem máquinas e equipamentos, não restava alternativa à empresa, naquele momento, que não fosse formar uma parceria com outra empresa para que pudesse continuar atendendo seus cliente, ou seja, “a parte boa”.
Essa foi a escolhida pelos proprietários, diante de tanto desgaste que já vinham sofrendo, mas aí começa outro problema.
Quando viram que a chegada estava próxima, não se dedicavam mais ao negócio, relaxados em suas posturas e displicentes em suas práticas, não prestavam bom atendimento e aos poucos perdiam os clientes que ainda restavam.
A questão é, se ao invés de se acovardarem e retrocederem, deixando-se levar pela maré, por que não enfrentar a situação, atendendo ainda melhor, conquistando ainda mais, oferecendo o inédito?
Segundo eles, por não haver mais alternativa…
Por mim, sempre há…
Boa parte das portas que são fechadas em nossas vidas foram batidas porque nos colocamos pra fora. Se permanecêssemos “dentro”, não sairíamos de lá.
Uma empresa descuidada por estar terminando significa que você está descuidando de tudo o que construiu, assim como de você próprio.
O que já é um trauma e um problema pra muitos, será dobrado com a postura passiva.
É o mesmo quando um funcionário está por sair da empresa e não cumpre mais sua função, assim, se faz, o faz com desagrado e má vontade, além dos efeitos nocivos para a empresa (que não é culpada como um todo da situação que você vive) sua carreira está desmoronando.
Quando digo que a empresa não é culpada, o faço porque a qualifico como uma entidade com diversos dependentes, assim, o responsável será no máximo o seu superior, mediato ou imediato.
Descuidar-se pela falsa sensação de que está tudo terminando é entregar tudo o que você criou.
Lembre-se que nada termina na totalidade, assim como nada permanece na integridade.
Assim como na foto do Post, os últimos dias naquela empresa, ou negócio, são quando o caminho termina e o sol se vai, certamente outro, amanhã, nasce…
Caminhos vão, outros surgem, assim é e sempre será… um término nada mais é que uma mudança de algo que está apenas começando.

Autor: Leonardo Siqueira
www.reflexoescorporativas.wordpress.com

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